Este ano, a Jornada do Patrimônio busca refletir sobre o diálogo dos bens culturais com o presente e o futuro da cidade, dentro do tema “Construindo Histórias”.

Esse tema foi dividido em sete eixos com programação especial neste ano: estudar, trabalhar, morar, comprar e vender, circular, passear e lembrar.

O eixo “Circular” trata da produção da cidade e da formação de novas centralidades. No início do século 19, o centro dinâmico da cidade concentrava-se apenas na região hoje conhecida como Centro Velho. O crescimento espacial de São Paulo induziu o deslocamento e formação de outras centralidades, como o Centro Novo, atual República.

Nos anos 1960, foi a vez da avenida Paulista atrair bancos e empresas de grande porte, formando uma nova centralidade. Esse centro continuou a “caminhar”, seguindo a direção sudoeste. Nos anos 1980 se instalou na avenida Faria Lima, e na década seguinte, na Berrini. Seguindo o movimento e formação de centralidades surgiram bairros residenciais das classes mais altas como os Jardins e Pinheiros.

PONTO FOCAL

Três locais foram escolhidos para representar o eixo Circular.

O primeiro é o Viaduto do Chá. Com sua instalação no início do século passado transpondo o vale do Anhangabaú, a cidade rompeu, após quase quatro séculos, o triângulo histórico formado pelas igrejas de São Bento, do Carmo e de São Francisco. O histórico viaduto receberá a intervenção de dança contemporânea “A Rua É Clássica”, um espetáculo que se vale do espaço público como inspiração para dizer, através do movimento, que a dança está expandindo seus limites e precisa ser vista por todos.

O segundo local é a Casa das Rosas, um dos remanescentes dos palacetes do início do século 20 na avenida Paulista. Além de abrigar uma exposição sobre o tema, com fotos do acervo do Museu da Cidade de São Paulo, o imóvel receberá a apresentação musical Sampando, em que jovens artistas paulistanos apresentam um repertório com canções inspiradas na terra da garoa, como “Saudosa Maloca”, “Trem das Onze”, “Samba do Arnesto”, “Sampa”, “Augusta”, “Lá vou eu”.

O terceiro local é o Museu da Casa Brasileira, uma conservada residência de feições neoclássicas na Faria Lima, remanescente do período anterior a verticalização da avenida. O espaço receberá o espetáculo “Asas para Voar”, do Balé da Cidade de São Paulo.

Eventos relacionados ao eixo “Circular”:

Imóveis
Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Memórias em trânsito
Arqueologia no metrô
Rios e córregos na construção da cidade de São Paulo
Avenida Paulista: Da Brigadeiro ao Trianon-Masp em dez passos e uma história/Sesc
São Paulo de Ramos de Azevedo/Sesc
Uma pedalada arquitetônica pela história da Paulista

Palestras e Oficinas
Dos Campos de Piratininga à metrópole: histórias da cidade no Jardim da Luz
Avenida Paulista: memória, vida e identidade em 60 casarões e 60 edifícios
Resgates
Cosmópolis: a cidade pelas palavras de Guilherme de Almeida
FotoJornada do Patrimônio 2017 Construindo Histórias: Morar e Circular
Os bairros-jardim de São Paulo: tombamento, preservação ambiental e transformações

Exposição
Construindo Histórias – Circular em São Paulo – Casa das Rosas