Declarar uma prática ou um imóvel como patrimônio cultural expressa o desejo de conservar uma memória para o futuro. Conservação, no entanto, não é apenas permanência. O patrimônio só pode fazer sentido no presente e no futuro com as alterações de usos e significado que atribuímos a ele, em um jogo entre continuidades e mudanças que se complementam.

Ao estudar, trabalhar, morar, comprar e vender, circular, passear e lembrar, entramos nesse jogo e produzimos coletivamente a cidade, esse texto construído que fala da nossa identidade, do nosso passado e do nosso presente, e cuja leitura nos torna capazes de projetar o futuro.

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Identidade Visual

Diferente das edições anteriores, a identidade visual da Jornada do Patrimônio 2017 dialoga diretamente com o tema, “Construindo Histórias”, que trata desse diálogo do patrimônio histórico com o presente e o futuro da cidade. A partir de três cartazes foram elaboradas as demais peças gráficas.

O cartaz amarelo, que traz a frase “Como sua avó imagina a SP do futuro?”, é uma brincadeira com o “futurismo retrô”, ou seja, com a ideia que havia nos anos 1950 e 1960 sobre como seria o mundo por volta do ano 2000. Carros voadores, casas elevadas, robôs, monitores que mostravam imagem das pessoas ao telefone. Parte dessa ficção virou realidade, parte ficou só na imaginação, embora tenhamos testemunhado desenvolvimentos que nem sequer foram sonhados, como a Internet.

Na colagem de fotos usada no cartaz, aparecem diversos edifícios tombados da cidade de São Paulo. Entre eles, o Altino Arantes, mais conhecido como Banespão que, na época de sua construção, nos anos 1940, simbolizava a modernidade paulistana. A seu lado direito, o edifício Esther, primeiro edifício alto em linguagem modernista construído na cidade, nos anos 1930. Mais à direita, o edifício Copan, dos anos 1960, outro ícone moderno.

No lado esquerdo fica a Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi (arquiteta que projetou o Masp), uma residência incomum para os anos 1950. Abaixo dela, o edifício do SESC Pompeia, também projetado por Lina já nos anos 1970, então com uma linguagem brutalista, de concreto aparente. Por fim, no céu, como se fosse um disco voador, temos o edifício da OCA, de Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera.