Este ano, a Jornada do Patrimônio busca refletir sobre o diálogo dos bens culturais com o presente e o futuro da cidade, dentro do tema “Construindo Histórias”.

Esse tema foi dividido em sete eixos com programação especial neste ano: estudar, trabalhar, morar, comprar e vender, circular, passear e lembrar.

No eixo “Lembrar” serão exploradas as lembranças que ajudam o ser humano a definir seu lugar no mundo, individual ou coletivamente. Templos, sedes de governo, esculturas no espaço público e até mesmo edifícios representam a identidade dos diferentes grupos sociais paulistanos. Como é o caso do edifício Altino Arantes, conhecido como prédio do Banespa. Quando foi erguido, ele representava a modernidade de uma capital que começava a se constituir como metrópole mundial, e sua arquitetura se espelhava nos arranha-céus novaiorquinos de então.

PONTO FOCAL

O imóvel escolhido para representar o eixo “Lembrar” foi o Museu da Imigração, por onde chegaram os milhares de imigrantes europeus, asiáticos e mais recentemente nordestinos, latino americanos e africanos que ajudaram a constituir e erguer a metrópole que São Paulo se tornou.

Além da exposição sobre o tema, com fotos do acervo do Museu da Cidade de São Paulo, o imóvel receberá o grupo de taiko Ikkon Wadaiko Patriarca, que fará uma apresentação com tambores e outros instrumentos de percussão. Em seguida, é a vez apresentação de dança folclórica japonesa Ikeshiba Ryu, conduzida pela professora Yasue Hassui. Um show de música enka com os cantores Takeshi Nishimura e Elaine Hara finaliza a programação.

A produção de memória coletiva e individual é um dos elementos que produz a identidade de um povo. Além das visitas guiadas, roteiros e exposições haverá no Sesc 14 de Maio a distribuição de roteiros autoguiados em forma de cartões destacáveis , desenvolvidos em parceria com o DPH. São roteiros que abordam o tema da Jornada e o do eixo “Lembrar” se propõe a fazer uma leitura crítica de patrimônios como Monumento às Bandeiras.

Outra atividade que propõe a reflexão sobre a transformação de um significado é o roteiro “O que fazer com o Bandeirante?”, que aborda o assunto e os protestos recentes que tiveram o monumento como alvo.

 

Imóveis
Edifício do Museu do Ipiranga
Museu da Imigração

Memórias em Trânsito
Arqueologia no metrô
Cartografias de SP: presença e ausência da população negra
Memória e militância lésbica no centro/SP Safari
Abolição e cotidiano em São Paulo
Pateo do Collegio: resistências sagradas/SP Safari
Outras faces da história: SP a partir da trajetória de mulheres negras
História(s) pela arte (contemporânea) no espaço público
O que fazer com o Bandeirante?

Palestras e Oficinas
FotoJornada do Patrimônio 2017 Construindo Histórias: Lembrar e Se Divertir
Avenida Paulista: memória, vida e identidade em 60 casarões e 60 edifícios
O roteiro da memória na cidade de São Paulo

Exposição
Construindo Histórias – Lembrar em São Paulo – Museu da Imigração