Este ano, a Jornada do Patrimônio busca refletir sobre o diálogo dos bens culturais com o presente e o futuro da cidade, dentro do tema “Construindo Histórias”.

Esse tema foi dividido em sete eixos com programação especial neste ano: estudar, trabalhar, morar, comprar e vender, circular, passear e lembrar.

No eixo “Morar”, serão exploradas as permanências e mudanças no modo de habitar dos paulistanos, desde o casario de taipa do centro velho, passando pelas vilas e cortiços que serviram como moradia dos primeiros imigrantes e trabalhadores, passando pelos programas habitacionais como o dos IAPs (Institutos de Aposentadorias e Pensões), em arquitetura moderna, até chegar nos primeiros prédios altos de apartamentos.

PONTO FOCAL

O imóvel escolhido para representar o eixo Morar foi o Copan, um edifício projetado por Oscar Niemeyer.

Além da exposição sobre o tema, com o fotos do acervo do Museu da Cidade de São Paulo, o imóvel receberá a peça “Confraria da Jornada – Grande Encontro: Grupo Os Fofos Encenam + Lá Minima”, uma grande homenagem ao Circo-Teatro.

O mezanino do prédio vai virar palco para as esquetes clássicas dos dois grupos teatrais, que serão adaptadas ao espaço, enquanto público assiste do lado de fora.

Em seus primeiros séculos de existência, São Paulo, teve seu casario construído em taipa. Algumas dessas casas resistiram ao tempo e poderão ser visitadas na Jornada do Patrimônio, como a Casa do Bandeirante.

Durante o século 19 São Paulo passou por rápidas transformações econômicas e políticas provocadas pela riqueza da produção cafeeira e da industrialização. Nesse momento são construídas novas formas de moradia, como os cortiços e as vilas operárias. Um remanescente dessas ocupações é a Vila Maria Zélia, que contará com uma visita guiada durante a Jornada.

Já a elite paulista se estabeleceu em palecetes erguidos em bairros como Higienópolis e Campos Elíseos e no espigão da Paulista. A história de uma dessas moradias sofisticadas poderá ser conhecida na palestra “Vila Penteado: construção de uma história”. Não por acaso a palestra ocorrerá em outra moradia do tipo, a Casa de Dona Sebastiana de Souza Queiroz, sede do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

A partir dos anos 1940, a cidade passou por um intenso crescimento demográfico. Uma das soluções para a moradia foi a verticalização da habitação. Foram construídos os primeiros edifícios modernos de Higienópolis, como o Edifício Parque das Hortênsias, aberto para visitação durante a Jornada (visitas em horário determinado). Ao mesmo tempo, São Paulo cresce espacialmente e novos locais começam a ser ocupados, por exemplo, a região do Morumbi com suas casas de alto padrão. A Casa de Vidro, localizada no bairro foi residência da arquiteta Lina Bo Bardi, estará aberta para visitação e atividades como palestra e oficina.

Uma novidades da Jornada desse ano são os roteiros autoguiados desenvolvidos em uma parceria do DPH com o Sesc. São roteiros com as temáticas da Jornada, e o do eixo “Morar” oferece um passeio pela região da República e Bela Vista.

Imóveis
Casa do Bandeirante
Casa do Grito
Casa de Vidro
Casa de Dona Yayá
Casa de Dona Sebastiana de Souza Queiroz – Iphan
Casa das Rosas
Casa Ranzini
Casa do Sertanista
Casa do Tatuapé
Casa Giz by Vilanova Artigas
Casa Guilherme de Almeida
Casa Modernista
Casa Nadyr de Oliveira
Casa Nhonho Magalhães
Casarão da Chácara Inglesa
Casarão da Rua Padre João Manoel, Antiga Residência Vicente de Azevedo
Casarão de Higienópolis (Sede do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo)
Chácara Lane
Edifício Copan
Edifício Parque das Hortênsias
Museu Lasar Segall
Solar da Marquesa de Santos
Vila Itororó

Roteiros
De lá pra cá, chegamos ao Belenzinho
Hábitos e habitações
Visita guiada à Vila Maria Zélia
O Modernismo em São Paulo: A Casa Modernista
Sesc – Hábitos e habitações: como moraram e como moram os paulistanos

Oficinas
Casa de vidro: intervenções visuais
FotoJornada do Patrimônio 2017 – Construindo Histórias – Morar e Circular

Palestras
Avenida Paulista – memória, vida e identidade mapeados em 60 casarões e 60 edifícios O caminho das redes sanitárias na cidade e as origens do banheiro nas moradias paulistanas
Casa de Vidro: conservação em foco
Vila Penteado: construção de uma história

Exposição
Construindo Histórias – Morar em São Paulo – Copan